quarta-feira, 27 de julho de 2011

Espermatozóide + Óvulo = Vida


Para o nascimento de um novo homem, faz-se necessário o momento da fecundação, ou seja, a união do gameta masculino (espermatozóide) ao gameta feminino (óvulo).  O espermatozóide é uma célula com mobilidade ativa, o qual são as mitocôndrias contidas na base de seu flagelo que lhe fornecem a energia necessária para seu movimento. O óvulo é uma célula incapaz de se mover, sendo então transportadas pelos cílios contidos nas trompas. O óvulo contém vitelo, que são reservas de nutrientes para que o embrião se alimente, enquanto ele não o recebe na mãe.  A partir da fecundação, começa a formação e crescimento de um novo indivíduo até o momento de seu nascimento.
                A partir do principio de que todas as coisas existentes dependem dos três elementos básicos: Fogo, Água e Terra; explanaremos isso sobre o surgimento de uma nova vida. 
                Desde a antiguidade, sabe-se da existência de duas forças distintas: Yang e Yin. Yang está associado ao Sol, e no reino do pensamento representa o intelecto, racional e claro, enquanto Yin está associado à Lua, e representa a mente intuitiva e complexa. Consequentemente tem-se Yang como o homem correspondendo ao Fogo que queima verticalmente, e Yin como a mulher relacionada à Água que corre horizontalmente.
                O espermatozóide do homem contém energia para a mobilidade do seu flagelo, ou seja, contêm o elemento Fogo; o óvulo da mulher contém o vitelo, ou seja, o elemento Água. Na fecundação, tanto o homem quanto a mulher fornecem o material genético (DNA) para o surgimento do zigoto, ou seja, é o elemento Terra.  Assim, com a união desses três elementos, Fogo, Água e Terra surge uma nova vida. 

terça-feira, 12 de julho de 2011

FOGO, ÁGUA e TERRA

Tudo que existe, é composto de três elementos básicos. O nascimento e o desenvolvimento de todas as coisas dependem destes três elementos: o Sol, a Lua e a Terra. O sol é a origem do elemento Fogo; a Lua, a origem do elemento Água; a Terra, a origem do elemento Solo.   
As energias do Fogo, da Água e do Solo movem-se, cruzam-se e fundem-se em sentido vertical e horizontal.  Verticalmente, significa que do Céu à terra há três níveis: o Sol, a Lua e a Terra. Isso pode ser claramente observado por ocasião de um eclipse solar. O Céu é o Mundo do Fogo, centralizado no Sol; o espaço intermediário é o Mundo da Água, centralizado na Lua; a Terra é o Mundo do Solo, centralizado no Globo Terrestre.


Horizontalmente, significa a própria realidade em que nós, seres humanos, estamos vivendo na face da Terra, ou melhor, no Mundo  Material, constituído do espaço e da matéria. A existência da matéria é perceptível por meio dos cinco sentidos do homem, mas por algum tempo o espaço foi considerado vazio. Com a evolução da cultura, nele se descobriu a existência do meio-matéria conhecida como ar.
O elemento da matéria é o Solo, já que a matéria provém do Solo e retorna ao Solo.   O elemento Água, que é meio-matéria, procede na Lua e está contida do ar. O elemento Fogo, irradiado do Sol, é imaterial, o que vem a ser o espírito. Daí então, o fato da ciência ainda não conseguir provar a existência do espírito.  Da união desses três elementos surge a energia. Cientificamente, quer dizer que os três, como partículas atômicas infinitesimais, tão pequeninas que estão além da imaginação, fundem-se e agem conjuntamente.
Portanto, a existência da umidade e a temperatura adequada para a sobrevivência das criaturas no espaço em que respiramos, são decorrentes da fusão e harmonização do elemento Fogo, e do elemento Água. Se o elemento Fogo se reduzir a zero, restando apenas o elemento Água, o Universo ficará congelado instantaneamente.  Ao contrário, se restar apenas o elemento Fogo, e o elemento Água se reduzir a zero, haverá uma explosão e tudo se anulará. Os elementos Fogo e Água unem-se com o elemento Solo, e dessa união produz-se a energia que dá a existência a todas as coisas.
O mesmo princípio acima se aplica ao corpo humano. Isto é, o Fogo, a Água e o Solo correspondem respectivamente, ao coração, ao pulmão, e ao estômago. O estômago digere o que é produzido pelo Solo; o pulmão absorve o elemento Água; o coração, o elemento Fogo. Sendo assim, podemos compreender por que esses órgãos desempenham papel tão importante na constituição do corpo humano. Entretanto, até hoje o coração é visto apenas como órgão bombeador de sangue, o qual, cheio de impurezas, é levado ao pulmão para ser purificado pelo oxigênio. Assim ele é tido unicamente como órgão do sistema circulatório, pois se desconhece por completo a existência do elemento Fogo.
            Como dissemos, o estômago digere o alimento, ou melhor, o elemento Solo ingerido pela boca; o pulmão aspira o elemento Água pela respiração; e o coração absorve o elemento Fogo pelas contrações cardíacas. Sendo assim, a temperatura do corpo é resultante da aspiração incessante do elemento Fogo, por meio do coração. O pulmão absorve incessantemente o elemento Água, e além do volume líquido ingerido pela boca, a água existente no corpo humano também é absorvida, em grande parte, por intermédio dos pulmões. Daí, tem-se o fato de uma pessoa falecer  e imediatamente cai a temperatura de seu corpo, ficando gelado, o sangue coagula e o cadáver começa a secar, pois primeiramente perde-se o elemento Fogo e logo o elemento Água.  Em outras palavras, o espírito, que é o elemento Fogo, retorna ao Mundo Espiritual; a parte líquida, retorna ao mundo atmosférico, e o corpo carnal, ao Solo.

domingo, 3 de julho de 2011

Equilíbrio - tudo tem um significado



A escrita japonesa é composta por letras as quais são chamadas de ideogramas ou Kanji. Esta escrita é originária da China e é representada por símbolos que compõe as palavras. Tais símbolos são formados por linhas que se cruzam formando imagens que possuem uma idéia estabelecida. Existe uma simbologia em cada traço apresentado num ideograma, o que gera muito interesse em estudos a respeito.  Para escrever um Kanji  é necessário seguir uma sequência, que possui uma leitura totalmente diferente daquilo que imaginamos, por isso é tão difícil traduzir uma pequena frase escrita com letras japonesas, pois o objeto representado pelo símbolo muda de acordo com o que se refere, sendo assim, um único ideograma pode ter diversos significados. O mais interessante é fazer uma análise de um ideograma e buscarmos significados espiritualistas em relação a ele. Observemos:
A palavra “SU” que significa chefe, senhor, dono, nos sugere a idéia de ordem em tudo. Ele é transcrita da seguinte forma: (). Os três traços significam: Céu, homem e Terra: ou Sol, Lua e Terra; ou os números sagrados 5,6 e 7; ou Deus, espírito e matéria. Esses traços são completados por outro, vertical, que os atravessa no meio, e em cima de todos há um sinal.
A política, a Economia, a Educação, a Religião, ou qualquer outra atividade humana, tudo, em suma, deve observar essa hierarquia. Se assim não for, nada poderá correr bem. Mas, até hoje, tudo que existe geralmente está separado, situando-se no plano vertical ou no plano horizontal. Umas das maiores conseqüências disso nós observamos no antagonismo entre o pensamento fundamental do Oriente e do Ocidente.
Finalmente chegou o tempo de cruzar os pensamentos e as atividades, como os traços e planos da palavra analisada, isto é, o tempo de seguir o exemplo da palavra “SU”, cujo significado é “senhor”, “chefe”, “dono”, e nos sugere uma ordem hierárquica.
Observemos que no meio da palavra forma-se uma cruz () e relembremos que o traço de cima representa o Céu, e o de baixo, a Terra. Isso quer dizer que o mundo dos homens está entre o Céu e a Terra; por essa razão ele tem forma de cruz. É essa a realidade do Paraíso Terrestre (Reino dos Céus da Terra), ou Reino de Deus. A palavra que designa Deus (“KAMI”) tem a mesma significação. “KA” () significa “fogo”; “MI” () significa “água”. O fogo arde verticalmente e a água corre horizontalmente. Unindo “KA” e “MI”, obtemos “KAMI”, ou seja, Deus, cujo trabalho é unir, atar.
Os católicos fazem o sinal da cruz sobre o peito. A significação é idêntica à do símbolo dos budistas(figura abaixo) e tem a mesma explicação. Na cruz búdica, entretanto, as pontas estão curvadas, o que significa que , após o cruzamento, a cruz começa a girar.



Desse modo, tudo o que obedecer a forma da palavra “SU” correrá bem, sem interrupções ou obstáculos, inclusive na administração ou de sociedade civis.

Colocando essa cultura oriental para o ocidente, quero fazer uma correlação com a palavra Biologia.
A palavra Biologia tem o significado de estudo da vida, o qual vem do grego βιος - bios = vida e λογος - logos = estudo. Daremos enfoque ao prefixo Bio, que silabicamente tem-se: Bi-o. Bi exprime a noção de duplo; o, sua forma sendo um círculo representa anel, elo.
O conceito de vida é extremamente amplo, e existem vários parâmetros para se definir isso. Colocando a espiritualidade dentro desse assunto, tem-se que a vida é um conjunto da matéria e espírito. E se analisarmos o prefixo BIO, o qual é definido por vida, veremos que há uma união dos dois termos através do elo que os une. A matéria está ligada ao espírito por um elo, sem espírito não há matéria, por isso quando acaba a vida e o indivíduo morre, o espírito sai da matéria, ocorrendo então à decomposição.
  Pode-se então, ligar palavra BIOLOGIA ao significado da palavra “SU”, onde na cruz do equilíbrio tem-se o espírito como linha vertical, ligada a Deus, e a matéria como linha horizontal, ligada aos homens.  E, além disso, nossa matéria é composta por 75% do peso em água, e o espírito pode ser representado por fogo, assim temos: “MI” e “KA”, ou seja, “KAMI”, Deus.
Assim, temos:
  • ordem – equilíbrio – “SU” – Deus, espírito, matéria - “ KAMI” – fogo e água.
  •  Bio – vida – espírito e matéria – fogo e água – “KAMI”- “SU” –equilíbrio – ordem.
                Portanto, vale ressaltar que tudo está em equilíbrio, em perfeita ordem. E que podemos juntar culturas em busca desse equilíbrio. Nada é por acaso e tudo tem um significado.